quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Morfologia e clínica da casa de força



A prática segura do Pilates, fundamentada cientificamente, pode prevenir  possíveis desconfortos lombares e promover uma melhor qualidade de vida. Diante dessa perspectiva, o presente estudo objetiva embasar  cientificamente os aspectos morfológicos, biomecânicos e clínicos envolvidos no controle da casa de força. Seus componentes musculares podem ser classificados como estabilizadores ou mobilizadores de acordo com aspectos anatômicos, fisiológicos e biomecânicos. 
Estes músculos compõem o sistema ativo de estabilização lombar, o que explica a importância da ativação da casa de força na prática do Pilates para manutenção da estabilização do tronco assim como a melhora ou prevenção de desequilíbrios musculares desta região. 
Por meio da base de dados do sistema Medline, foram pesquisados publicações periódicas e artigos indexados na área de saúde nos últimos dezessete anos. O levantamento bibliográfico através de livros textos refere-se às publicações atualizadas da literatura especializada. 
Novos trabalhos devem ser produzidos no intuito de enriquecer o método com bases teóricas e científicas sólidas. Dentre as diversas práticas de treinamento resistido, o Método Pilates surge como forma de proporcionar força, flexibilidade, controle postural, consciência e percepção domovimento. Está baseado em fundamentos anatômicos, fisiológicos, biomecânicos e possui seis princípios básicos que devem ser respeitados para sua correta aplicação. São eles: a respiração, a concentração, o controle, a precisão, a casa de força e o movimento fluido. 
O controle da respiração possibilita a organização do tronco através do recrutamento dos músculos estabilizadores da coluna vertebral e da cintura pélvica favorecendo o relaxamento dos músculos inspiratórios acessórios. Respirar corretamente nutre o corpo, elimina toxinas, contribui para melhorar a concentração e aliviar a tensão muscular. Existe um padrão de respiração que acompanha cada exercício. Os objetivos são diminuir o ritmo da respiração, aumentar sua profundidade e unir respiração ao movimento.
A total concentração da mente em relação ao movimento executado otimiza a percepção consciente da posição e dos movimentos das diferentes partes do corpo, consciência cinestésica favorecendo o controle do movimento. Este pode ser definido como o entendimento da atividade motora de agonistas primários em uma ação específica e caracteriza-se pela atividade consciente dos músculos envolvidos no movimento. Pilates chamou isto de Contrology (Contrologia), definida como a correta aplicação dos princípios das forças que atuam no corpo, com o conhecimento dos mecanismos funcionais e o entendimento dos princípios de equilíbrio e gravidade aplicados em cada movimento. 
A precisão de execução é empregada para melhorar a qualidade do movimento, fundamental para o treinamento do alinhamento postural. A precisão ajuda a combater padrões de movimento indesejados e diminuir o risco de lesões.
A casa de força constitui o pilar fundamental do método, uma vez que é composta pelos músculos que estabilizam a coluna vertebral e os órgãos internos. Pode ser denominada Cinturão de Força ou Powerhouse e se estende desde a base das costelas até a região inferior da pelve. O controle do centro de força proporciona a estabilização do tronco e alinhamento biomecânico com menor gasto energético.
A união dos princípios supracitados conduz ao último princípio fluidez do movimento ou integração de movimento que pode ser entendido como um movimento coordenado e com uma dinâmica específica. Segundo Romana Kryzanowska, o Método Pilates pode ser descrito como “um movimento fluído que emerge de um forte centro de força”. São movimentos contínuos e leves que absorvem de maneira suave o impacto.
Atualmente, observa-se grande difusão e aumento do número de adeptos do Método Pilates em todo o mundo, entretanto, há uma nítida carência de evidências científicas. Diante dessa perspectiva, o presente estudo de revisão bibliográfica objetiva embasar cientificamente os aspectos morfológicos, biomecânicos e clínicos envolvidos num dos princípios fundamentais do Método Pilates, o controle da casa de força. Por meio da base de dados do sistema Medline, foram pesquisados publicações periódicas e artigos indexados na área de saúde nos últimos dezessete anos, nas línguas português e inglês. O levantamento bibliográfico, realizado através de livros textos, refere-se às publicações atualizadas da literatura  especializada. No Medline, palavras-chave como powerhouse, postural control, contrology, balance, pelvic floor, abdominal muscles, transversus abdominis, diaphragm, trunk stability, respiratory muscles e suas similares em português, foram usadas isoladamente e em combinação na pesquisa. Após a análise do material bibliográfico, foram selecionados apenas os artigos de maior relevância para o objetivo proposto. 
Estabilização do tronco, A “Casa de Força” ou “Centro”
A casa de força é composta por cinco grandes grupos musculares de acordo com a região onde se encontram. São citados e descritos como músculos da região abdominal, o reto, o transverso e os oblíquos internos e externos do abdome. Constituindo a parede abdominal posterior ou região lombar são descritos os eretores e os transversos espinhais, os multífidos e o quadrado lombar. O grupamento extensor do quadril é composto pelos músculos glúteo máximo, isquiostibiais e a porção extensora do adutor magno. Os flexores do quadril compreendem os músculos iliopsoas, retofemoral, sartório e tensor da fáscia lata. A região do assoalho pélvico abrange os músculos transversos superficial e profundo do períneo, e o levantador do ânus que compreende as porções iliococcígea, pubococcígea e puborretal. Existem evidências de que os músculos do assoalho pélvico, o transverso abdominal (TrA) e o diafragma, quando co-ativados geram tensão nos elementos constituintes da casa de força, reforçando a função do controle postural da coluna vertebral. 
De acordo com suas características anatômicas, biomecânicas e fisiológicas, os músculos podem ser divididos em duas categorias: estabilizadores ou tônicos e mobilizadores ou fásicos.
Pesquisadores classificam os músculos em estabilizadores globais, estabilizadores locais e mobilizadores. 
Os estabilizadores são descritos como monoarticulares, profundos de contração excêntrica para o controle de movimento. Os mobilizadores são biarticulares ou multissegmentais, superficiais e trabalham essencialmente para aceleração do movimento e produção de força. O reto abdominal e as fibras laterais do oblíquo externo podem ser considerados como os principais mobilizadores, enquanto os oblíquos internos e o TrA são os maiores estabilizadores dos movimentos do tronco. Os estabilizadores primários são os músculos que não produzem movimento articular significativo, como os multífidos e o TrA. Os estabilizadores secundários, tais como os oblíquos internos têm uma excelente capacidade estabilizadora, mas, além disso, produzem movimento articular.
Os músculos que contribuem para a estabilização da cintura pélvica são divididos em dois grupos importantes: unidade interna e unidade externa. Os músculos da unidade interna abrangem os multífidos, o TrA, o diafragma e a musculatura do assoalho pélvico. 
Resultados de pesquisa recente fornecem evidências que os músculos diafragma e TrA, através de ações contínuas, contribuem para o controle da respiração e da postura. O diafragma intervém no domínio estático e dinâmico do tronco através da fixação do seu centro tendíneo, que age sobre a dobradiça toracolombar (T11, T12, L1, L2) permitindo o tensionamento dos músculos espinhais provocando aumento da lordose lombar. O TrA comprime a massa visceral contra os corpos vertebrais corrigindo a lordose. A contração simultânea diafragma-abdominais mantém a geometria abdominal.
Estudos demonstram que quando os músculos abdominais são fortemente recrutados, toda musculatura do assoalho pélvico é acionada. O pubococcígeo tende a contrair sinergicamente com o TrA; o iliococcígeo e o isquiococcígeo, com os oblíquos abdominais. Acredita-se que o reto abdominal esteja associado ao puborretal. A contração bilateral do iliococcígeo e do isquiococcígeo leva a contranutação do sacro; a contração do multífido leva a nutação do sacro. Juntos, o levantador do ânus e o multífido atuam como um par de forças para controlar a posição do sacro.
Quatro sistemas compõem a unidade externa: oblíquo posterior, oblíquo anterior, oblíquo lateral e longitudinal profundo. O sistema oblíquo posterior abrange os músculos grande dorsal, glúteo máximo e a fáscia toracodorsal interposta. Contribui de forma significativa para a transferência de carga através da cintura pélvica durante atividades de rotação do tronco e durante a marcha. As fibras inferiores do glúteo máximo auxiliam na extensão do tronco principalmente durante atividades vigorosas, tais como correr, saltar ou subir escadas. Esse músculo liga-se extensivamente à cintura pélvica, mesclando-se com o multífido ipsilateral através das lâminas superficiais da fáscia toracodorsal. A fáscia toracodorsal representa uma estrutura importante em relação à transferência de carga do tronco para os membros inferiores. 
Vários músculos responsáveis pela estabilização da cintura pélvica se ligam a essa fáscia e podem afetar a tensão no seu interior. Entre eles estão os músculos TrA, oblíquo interno, glúteo máximo, grande dorsal, eretor espinhal, multífido e bíceps femoral .
O sistema oblíquo anterior é formado pelos músculos oblíquos abdominais, adutores contralaterais do quadril e a fáscia abdominal anterior interposta. O sistema oblíquo lateral abrange os músculos glúteo médio e mínimo e os adutores contralaterais do quadril. Esses músculos são essenciais à função da cintura pélvica na posição ortostática e durante a marcha.O sistema longitudinal profundo inclui o eretor da espinha, a lâmina profunda da fáscia toracodorsal, o ligamento sacrotuberal e o músculo bíceps femoral. O bíceps femoral pode controlar o grau de nutação do sacro através das suas conexões com o ligamento sacrotuberal. 

Sistemas de estabilização lombar

Os discos intervertebrais, articulações zigapofi sárias e ligamentos constituem o sistema passivo. Os músculos e tendões adjacentes e atuantes na coluna vertebral compõem o sistema ativo. O sistema neural compreende os sistemas nervoso central e periférico que direcionam e controlam a atividade neuromotora, promovendo a estabilização dinâmica.
O modelo biomecânico proposto por Bergmark apud Hodges para manutenção da estabilidade lombar classifica os músculos como locais e globais. Os músculos locais são os multífidos, psoas maior, quadrado lombar, TrA e o diafragma que estão ligados às vértebras lombares diretamente e detém a habilidade de influenciar o controle inter-segmental. 
Os músculos globais, reto abdominal, oblíquo interno e oblíquo externo agem como acessórios ligados ao tórax e à pelve e têm a capacidade de controlar as forças externas que atuam na coluna vertebral.
Os multífidos têm como função auxiliar na extensão e flexão lateral da coluna vertebral ligando-se à lâmina profunda da fáscia toracodorsal na sutura que a separa do músculo glúteo máximo. As interconexões dos multífidos facilitam sua contribuição para a estabilidade da região lombar e da pelve.
O músculo reto abdominal é responsável pela flexão anterior do tronco, tracionando as costelas em direção à pelve; em conjunto com outros músculos abdominais, desempenha importante papel no controle postural. Os músculos oblíquos internos e externos são chamados de “cinturão natural” do corpo. Eles também são responsáveis pela flexão lateral e pela rotação da coluna vertebral.
Em estudo atual foi observada a ocorrência de dor nos músculos posteriores da coxa durante exercícios isométricos do tronco realizados até a exaustão, demonstrando o importante papel dos músculos extensores do quadril em auxiliar indiretamente os eretores espinhais na estabilização lombar e na prevenção de dor nesse segmento vertebral. 
A estabilização muscular ineficiente da coluna lombar resulta em aumento do risco de danos. Essa incapacidade pode ser resultante de desequilíbrios musculares caracterizados pelo encurtamento dos músculos eretores espinhais, flexores do quadril e a fraqueza dos abdominais e extensores do quadril. Para neutralizar as forças incidentes sobre as curvaturas da coluna vertebral, torna-se necessário o alongamento dos músculos eretores espinhais e flexores do quadril e o fortalecimento dos abdominais e dos extensores do quadril, promovendo melhor equilíbrio muscular.
Estudos demonstram que pacientes com dor lombar têm significante diminuição da força dos músculos estabilizadores e mobilizadores, determinantes da postura e movimentação da coluna lombar, além de redução da acuidade proprioceptiva e conseqüente dificuldade na percepção dos movimentos articulares. Desta feita, a execução de movimentos não fisiológicos predispõe às lesões na coluna vertebral. 
Dentro desta perspectiva, alguns estudos observaram alterações proprioceptivas durante o ato de sentar, na posição ortostática e de quatro apoios.
A fadiga dos músculos lombares interfere na habilidade de detectar a estática e a dinâmica da coluna lombar. Estudos fornecem evidências de que a coordenação dos músculos do tronco está alterada em pessoas com história de dor lombar, mesmo quando assintomáticas. Portanto, é importante considerar que estes indivíduos podem apresentar um risco maior de lesão pela estabilização muscular inadequada da coluna vertebral. Após episódio de dor lombar ocorre rápida e permanente atrofia dos músculos eretores espinhais. Todavia, através de exercícios de resistência isométrica é possível reverter a atrofia e reduzir recorrência da dor lombar.
Estudos indicam que o treinamento de resistência muscular dos extensores do tronco reduz a dor e melhora a função muscular em sujeitos com dor lombar subaguda e que o alongamento dos músculos paravertebrais é essencial para um posicionamento adequado da pelve e da coluna lombossacra na posição sentada.
De acordo com alguns autores o método Pilates deve ser preconizado no tratamento das disfunções do assoalho pélvico e na promoção da estabilidade do tronco. Uma vez que os controles iniciais do movimento da coluna vertebral são atingidos, alguns autores propuseram que Pilates é o método chave para manter e progredir a estabilização através de movimentos mais dinâmicos e funcionais.
Pesquisas comprovam que o método Pilates é eficiente no fortalecimento da musculatura do tronco, diminuindo desequilíbrios entre músculos extensores e flexores do tronco e reduzindo a probabilidade de lesões durante o exercício.
Investigando a atividade dos músculos abdominais superficiais, reto abdominal, oblíquo externo e reto femoral através de eletromiografia (EMG) durante exercícios de Pilates, verificou recrutamento significativo desses músculos, comprovando a eficácia do método na ativação da musculatura estabilizadora do tronco. 
A contração do músculo TrA em pessoas treinadas com Pilates, abdominais convencionais e grupo controle; concluiu que os exercícios preconizados pelo método proporcionam aumento da atividade profunda dos músculos abdominais e promovem manutenção do controle lombo-pélvico.
Estudos atuais comprovam a eficácia do Método Pilates na redução da dor lombar crônica através da ativação específica dos músculos estabilizadores da região lombo-pélvica.

Conclusão

Diante da análise feita neste estudo, observamos a importância de aprofundar o conhecimento sobre os aspectos morfofuncionais da casa de força, a fim de entender a relevância clínica deste princípio do Método Pilates no controle do equilíbrio da musculatura do tronco, diminuição da dor e melhora da função muscular. A prática segura dos exercícios preconizados por Pilates, fundamentada cientificamente, pode prevenir possíveis desconfortos lombares e promover integração mente-corpo, respeitando a singularidade e os limites de cada praticante e estabelecendo uma melhor qualidade de vida. É importante salientar que a aplicação clínica é ampla, desde que haja indicação adequada e participação ativa e consciente na execução dos exercícios. Todavia, novos trabalhos devem ser produzidos no intuito de enriquecer o método com bases teóricas e científicas sólidas.

Fonte:
  • Clinical and morpho functional aspects of the Pilates powerhouse method. Revista Fisioterapia Brasil, vol. 10, núm. 01, pag. 54.
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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Combatendo a osteoporose


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Pilates na terceira idade é indicado para prevenir e estabilizar a osteoporose. Foto enviada pelo estúdio WMarbim.

Dores nas articulações e fraturas constantes. Esses são os sintomas da osteoporose, doença silenciosa caracterizada pela perda de massa óssea e diminuição da resistência mecânica dos ossos. Dados de 2013 revelam que os riscos de quebrar um osso, por exemplo, em virtude da baixa densidade óssea, são muito maiores entre as pessoas com mais de 50 anos.
Nessa fase, a atividade física se torna fundamental para a prevenção de doenças desse tipo. E sabe qual é a modalidade mais indicada para ajudar a prevenir e estabilizar a osteoporose? O Pilates! Segundo a fisioterapeuta Aline Marbim, 30, o Pilates favorece e estimula a remodelagem óssea, através dos exercícios de tração e tensão. “Esse é o principal fator de recompensa para o idoso. Ao mesmo tempo, conseguimos a melhora no tônus, no equilíbrio, na flexibilidade, na postura e na consciência corporal. Isso reduz as chances de queda e os riscos de fratura”, explica Aline.
Os principais fatores de risco da osteoporose são o sedentarismo, o tabagismo, a genética, a falta de cálcio e a deficiência hormonal. Por isso, a prática do Pilates é recomendada mesmo antes da terceira idade, agindo de forma mais efetiva na prevenção. Os exercícios equilibram os músculos e melhoram o posicionamento corporal, além de contribuir para a oxigenação e aliviar a ansiedade e o estresse.
A professora Célia Moreira, de Niterói (RJ), tem 64 anos e um diagnóstico de osteoporose e osteopenia. Ela faz Pilates duas vezes por semana, há seis meses. “Meu ortopedista me recomendou o Pilates há anos, mas só agora resolvi fazer, por conta do tempo. Minha filha, que é atleta, me apresentou à Aline. Fiz uma aula experimental e nunca mais parei. Meu médico quer que eu aumente a frequência. Adoro!”, conta a aluna.

Célia Moreira, 64 anos, tem osteoporose e faz aulas de Pilates com a fisioterapeuta Aline Marbim. Foto enviada pelo estúdio WMarbim.
Célia Moreira, 64 anos, tem osteoporose e faz aulas de Pilates com a fisioterapeuta Aline Marbim. Foto enviada pelo estúdio WMarbim.

Os pacientes com osteoporose podem sentir dificuldades na hora do exercício físico, como dores nos joelhos, nos punhos e na coluna, em casos de deformidades ósseas. Porém, a fisioterapeuta garante que não há qualquer contra indicação para o Pilates na terceira idade. “O profissional responsável faz uma análise inicial, avaliando as condições de saúde do paciente, além de força, flexibilidade, suas limitações e qual a real necessidade de praticar uma atividade física”, afirma.
Os exercícios mais recomendados são aqueles de baixo impacto, para o fortalecimento dos membros inferiores e superiores e músculos estabilizadores da coluna. E os benefícios são visíveis. “Me sinto mais animada, mais bem disposta. Minhas costas não incomodam mais e estou mais ágil, rápida, com mais resistência. Minha postura também melhorou muito, o que foi importante porque tenho osteoporose na lombar. A professora enfatiza tanto a postura que você sai da aula levando isso para o dia a dia”, comenta a aluna Célia.
Além da osteoporose, outros problemas típicos da terceira idade, como a artrose e a artrite reumatóide, também são tratados com Pilates. A regra é fazer exercícios, se alimentar bem e ter disposição. “Você sente certa limitação, mas a dica é não se deixar abater. O corpo é uma máquina que você precisa colocar sempre em manutenção. Ou seja, ir sempre ao médico, se alimentar bem e fazer o que te faz feliz”. No dia internacional do idoso, fica a dica da Célia!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Atividade física e o sexo: dose certa de exercício pode melhorar 'apetite'

A prática da corrida e de outras formas de atividade física proporcionam grandes benefícios para a saúde física e mental. Dos muitos benefícios cientificamente comprovados, a melhora da vida sexual é sempre lembrada. Vários estudos científicos já foram conduzidos com o objetivo de investigar os benefícios da corrida para a “qualidade e quantidade da atividade sexual”.
Atividade física casal euatleta (Foto: Getty Images)Atividade física e o sexo: dose ideal de exercício pode melhorar o 'apetite' (Foto: Agência Getty Images)
O que parece ser uma espécie de desafio é encontrar a “dose ótima” de exercício para a melhora do sexo. Um estudo conduzido na Universidade da Califórnia- San Diego, comparou o benefício da corrida para a vida sexual em dois grupos de voluntários. O primeiro grupo era submetido à um programa de corrida em intensidade moderada durante 60 minutos 4 dias por semana. O segundo grupo fazia caminhada leve percorrendo distâncias mais curtas com a mesma frequência semanal.
Se a sua vida sexual não está satisfatória, corra que ela melhora!"
Turibio Barros
Os indivíduos do primeiro grupo relataram significativa melhora na qualidade da vida sexual, tanto em relação à libido quanto ao “vigor” no sexo. Os indivíduos do segundo grupo, não relataram melhora na qualidade ou frequência na vida sexual. Entretanto, outros estudos demonstraram também melhora da vida sexual como consequência de programas de exercícios mais moderados. Um recente estudo publicado no “International Journal of Obesity” relatou que mulheres com sobrepeso que perderam peso praticando caminhada, tiveram sensível melhora na qualidade do sexo, inclusive com aumento da incidência de orgasmos .
Um estudo desenvolvido por pesquisadores do New England Research Institute nos EUA estudou um grupo de 600 homens de meia idade ao longo de um período de oiti anos. Os homens que praticavam corrida regularmente durante este período não relataram nenhum problema de impotência, enquanto os de vida sedentária apresentavam vários episódios de perda de vigor sexual e impotência.
Os mecanismos fisiológicos que explicam a melhora do sexo com a prática de exercícios, apresentam várias interpretações científicas. Nos homens a prática de exercícios comprovadamente está relacionada com o aumento da testosterona ou com a atenuação da sua redução com a idade. Tanto nos homens como nas mulheres, a prática de exercícios físicos regulares proporciona melhor perfusão sanguínea para os órgãos genitais como cosequência da melhora da saúde dos vasos sanguíneos. Também são relatados benefícios hormonais e de liberação das endorfinas como consequência de exercícios mais prolongados.
Certamente existe também o benefício da melhora da autoestima e da saúde mental que o exercício proporciona, contribuindo para melhor qualidade do sexo. Portanto, se sua vida sexual não está satisfatória, corra que ela melhora!
* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.Turibio Barros (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Pilates na estenose lombar

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Quem sente dores muito fortes na região lombar deve ficar atento a uma doença óssea chamada estenose. Geralmente ela traz sintomas como alteração de sensibilidade, perda de força nas pernas e prolongamento das dores para as nádegas e pernas. A fisioterapeuta Rafaela Galvão* explicou pra gente um pouco mais sobre esse problema e deu a dica: o Pilates pode ajudar no tratamento. Olha só:

O QUE É ESTENOSE? 
É o estreitamento do canal vertebral, que provoca pressão na medula espinhal. A estenose pode acontecer na região lombar e na cervical. As causas podem ser congênitas (o indivíduo já nasce com estreitamento do canal) ou adquiridas. Entre as causas adquiridas podemos citar o desgaste progressivo da coluna ou consequência de trauma, infecção ou cirurgia.
QUAIS SÃO OS SINTOMAS? 
Os principais sintomas da estenose lombar são dores nas costas, nádegas e pernas (dor ciática), mas pode ocorrer também sensação de peso, fadiga, formigamento e câimbras nas pernas, dificuldade para andar e incontinência urinária. Tais sintomas podem acontecer apenas em um lado, mas geralmente são bilaterais.
COMO O PILATES PODE AJUDAR? 
Muitos indivíduos com estenose lombar têm limitação funcional devido à diminuição de força muscular e flexibilidade, provocada pela dor. A posição de flexão se torna mais confortável. O fortalecimento da musculatura abdominal, extensores de tronco e dos membros inferiores é de suma importância, bem como o alongamento do íliopsoas, piriforme, supraespinhal e diafragma (este através da respiração).

* Rafaela Galvão R. Gomes é fisioterapeuta especialista em Terapia Manual e Postural. Tem formação nacional e internacional em Pilates Básico, Pilates Terapêutico, Pilates Fitness, Pilates para Homens e Pilates com Acessórios. É CEO da GO Physio, clínica de fisioterapia, Pilates e estética em Salvador/BA.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Saúde e disposição é com ele! Dia do profissional de Educação Física

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Bom mesmo é quando a gente tem um professor que nos anima a praticar exercício, não é verdade? Aquele que nos lembra todos os dias que a atividade física é uma das melhores fórmulas para uma vida com saúde. E que além de sentir um bem-estar enorme a gente se sente mais jovem e com um corpo bacana. Por isso, o profissional de Educação Física é tão essencial na nossa vida quanto a própria atividade.
Como dia 1 de setembro é o dia do nosso “guru” do exercício, fizemos uma entrevista com a educadora física e professora de Pilates Vanessa Akiyama, do estúdio Espaço Vitalis. Pra começar ela dá a dica: atividade física faz bem pro corpo e pra mente! Curte:
1. Qual a importância da atividade física, atualmente, na rotina das pessoas?
“Há alguns anos, a prática de exercícios era ligada apenas ao fator estético. Com o tempo, as pessoas começaram a perceber que estar contentes e satisfeitas com seu corpo trazia bem-estar mental, elevando a autoestima. Hoje, a atividade física está muito mais ligada à saúde. As pessoas buscam atividades que lhe causem prazer para diminuir o estresse e a tensão do dia a dia, sabendo que estão também prevenindo e tratando doenças e lesões, além, é claro, do prazer social no convívio com pessoas diferentes”.
2. Como nos motivar para os exercícios no dia a dia?
“Cada um deve achar uma atividade que lhe dê prazer! Existe uma grande variedade de atividades físicas para todos os gostos, portanto alguma você vai encontrar. Falta de tempo também não é mais desculpa! Existem academias funcionando até 24h para atender a todos. Para isso, é muito importante a orientação de um profissional de Educação Física, que conhece as mais diversas atividades e pode encaminhar o aluno àquela que se encaixa em seu perfil. E trabalhar para que ele se sinta sempre motivado”.
3. E na escola, com essa característica de dispersão das crianças, que vivem uma realidade virtual?
“Nesse caso, o professor é a chave para inserir esse aluno em uma atividade física. Pesquisas mostram que o professor de Educação Física Escolar é o mais querido entre os alunos. Devemos saber aproveitar esse fato para incentivá-los à pratica fora da escola. É preciso saber conquistá-los, por isso é muito importante estar por dentro das atualidades no mundo virtual e tratar o aluno como um “amigo”, conversando sobre os mesmos assuntos e aproveitando para passar orientações importantes”.
4. Existe alguma atividade que você considera a chave para um corpo e uma mente saudáveis?
“Toda atividade física é válida quando falamos em corpo e mente saudáveis, desde que feita sob a orientação corretade um profissional da área. Posso dizer que o Pilates é uma atividade completa para conquistar o bem estar físico e mental, pois trabalha o equilíbrio corporal, a autoestima e também o convívio social”.
5. Qual é a verdadeira essência de ser um educador físico?
“Muito mais do que ensinar exercícios. O educador físico tem a responsabilidade de cuidar das pessoas. Ele cuida não só da parte física, mas também da parte emocional de seus alunos. Tem que saber sentir quando um aluno está bem fisicamente e emocionalmente e estar pronto para ajudar de alguma forma, ajudando a superar suas dificuldades”.
6. Qual o maior orgulho de um profissional da Educação Física?
“O reconhecimento dos alunos! Quando você consegue deixar algo de bom e faz com que ele conquiste seus objetivos naquela atividade física, ou quando você consegue superar as expectativas dele e o faz acreditar em si, ele passa a ter você como um amigo e como um exemplo. Isso é, sem dúvida, a melhor parte de ser um educador físico e também a mais difícil!”
7. Professor tem que dar o exemplo, o que VOCÊ faz para se manter em equilíbrio?
“Eu sempre fiz dança, desde criança até hoje: ballet clássico, jazz, sapateado, enfim, todo tipo de dança. E pratico Pilates há cinco anos, quando comecei a me especializar na área. São as duas coisas que me trazem bem-estar físico e mental”.

A Vanessa mandou bem! E o seu professor? Do que você mais gosta nele?

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Pilates versus dor nos ombros

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Por Rafaela Galvão*
Fisioterapeuta

Pare tudo e apenas observe a posição que os seus ombros estão. Muito provavelmente, a maioria de vocês está com os ombros próximos às orelhas, enchendo-os de tensão.
O nosso corpo acumula tensão muscular principalmente nos ombros e no pescoço, e essa tensão está associada diretamente ao estresse, considerada a doença do século (para o transtorno diário de milhares de pessoas ao redor do mundo). Quando o organismo já não suporta a carga do estresse, seja ele físico ou mental, o nosso corpo entende que isso é uma agressão e a resposta imediata é a dor e a formação de nódulos de tensão, também chamados de trigger points.
O que são trigger points
Toda a nossa musculatura esquelética contém pontos que se tornam dolorosos quando ativados. Essa ativação pode acontecer por uma lesão muscular, esforço por tempo prolongado ou de forma repetitiva, por estresse físico ou muscular ou por deficiência nutricional. Quando esses pontos são ativados forma-se um nódulo (ponto gatilho outrigger point).
O Pilates ajuda a melhorar a dor e evitar o surgimento desses nódulos. COMO?
- Através da respiração, pois ajuda a relaxar;
- Exercícios de alongamento e relaxamento (só isso ajuda a aliviar significativamente as dores causadas por pontos gatilhos);
- Fortalecimento muscular (aumentando o fluxo de sangue que chega ao local);
- Consciência corporal (através da percepção do nosso corpo, podemos reconhecer essas tensões e mudar a posição do corpo em relação ao agente causal da dor)
Dicas:
- Veja o seu ombro como um inimigo da sua orelha, quanto mais afastados eles estiverem, melhor;
- Sorria com os ombros: leve-os suavemente para trás, aproximando as escápulas;
- Relaxe os ombros fazendo movimentos circulares: levante-os até as orelhas, leve-os para trás e abaixe-os, repita 3 vezes e, em seguida, faça o movimento inverso, abaixe bem os ombros, leve-os para trás, levante-os até as orelhas e leve-os para frente, repita 3 vezes.
ATENÇÃO! Esse é o único momento em que os ombros podem ficar próximos das orelhas!

* Rafaela Galvão R. Gomes é fisioterapeuta especialista em Terapia Manual e Postural. Tem formação nacional e internacional em Pilates Básico, Pilates Terapêutico, Pilates Fitness, Pilates para Homens e Pilates com Acessórios. É CEO da GO Physio, clínica de fisioterapia, Pilates e estética em Salvador/BA.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Pilates e terceira idade.

Os idosos estão arrasando na atividade física e dando um show de qualidade de vida. É verdade, a expectativa de vida dos brasileiros hoje é de 79,4 anos, segundo o IBGE. E o mais legal é que as pessoas estão envelhecendo com mais saúde, melhorando a sua alimentação e mudando hábitos, como a prática de exercícios.
Com o avanço da idade, é normal ter problemas ósseos e perda de massa muscular, diminuindo o equilíbrio e a flexibilidade. Mas o Pilates ajuda bastante a contornar tudo isso. A técnica não só fortalece os músculos como melhora a capacidade respiratória, corrige a postura e alivia diversas dores típicas dessa fase da vida.
Os exercícios de Pilates são aplicados respeitando-se os limites do corpo e, com o tempo, essas limitações físicas do idoso diminuem. Nesse frio, a terceira idade é mais propensa a dores nas articulações, principalmente aqueles que já sofrem com doenças reumáticas como a artrite. E a atividade física pode ser encarada como um tratamento para amenizar esses sintomas.
Além do Pilates, modalidades aquáticas como a hidroginástica são muito indicadas para controlar as dores do reumatismo. As séries incluem bastante alongamento e relaxamento, controlando a contração muscular natural em baixas temperaturas.
Mas é claro que tudo isso tem que ter acompanhamento profissional, pois cada caso é tratado isoladamente, com repetições e exercícios diferentes de acordo com o paciente.
Fora que melhora muito a autoestima, já que os idosos se sentem mais animados e capazes de fazer exercícios que acreditavam ser impossíveis. Exercício é tudo de bom!