sexta-feira, 29 de abril de 2016

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É muito comum entre ciclistas os relatos de desconfortos como lombalgias e dores nos joelhos (disfunções fêmuro-patelares), ou reclamações de cansaço excessivo nos braços ou mesmo dormência nas mãos após treinos mais longos ou com longas subidas.
Isso pode parecer estranho, pois estamos acostumados a imaginar o ciclista somente pedalando. Como as pernas é que fazem o movimento de impulsionar os pedais, acabamos negligenciando o restante do corpo, que tem, sim, uma função muito importante no ciclismo.
Nos últimos tempos, tornou-se comum ouvirmos falar em CORE, músculos do CORE, ou mesmo estabilização do CORE.
Mas o que é o CORE e o que isso tem a ver com o ciclista, tanto de competição como o de fim de semana? 
O sistema de estabilização central, ou CORE ESTABILIZATION, é constituído por vários tipos de tecidos, entre os quais podemos citar: os ossos e ligamentos, os músculos e tendões e o sistema nervoso.  Ele funciona como se fosse um cilindro, envolvendo os músculos abdominais, os paravertebrais e os músculos da região glútea e assoalho pélvico e, ainda, o diafragma, formando o que Joseph Pilates chamou de Powerhouse, ou casa de força.  Estes sistemas todos trabalham em conjunto e, através de sensores nervosos, o corpo sente como está a estabilidade e o equilíbrio de forças nos diversos tecidos e comanda o trabalho de cada grupo muscular.
Desta forma, quando um ciclista pedala num esforço acima de sua capacidade e coloca em risco os tecidos pela falta de estabilidade, estes sensores detectam o problema e analisam a possível ocorrência de lesão, agindo no sentido de diminuir automaticamente a potência muscular, evitando lesões nos tecidos moles, como por exemplo, as cartilagens e tendões.
Assim, o ciclista perde potência quando a musculatura não consegue sustentar o controle do CORE, diminuindo sua performance.
O ciclismo por ser um exercício repetitivo, onde o atleta executa o movimento dos pedais, tendo os pés e a pelve fixa, o que exige uma coordenação motora e uma execução de movimento muito precisas, pois diversas pesquisas mostram que a falta de estabilidade coloca a coluna lombar e os membros inferiores, principalmente a região dos joelhos, em risco de lesão.
Sendo assim, tanto em questão de manutenção de performance, como para diminuir os riscos de lesões decorrentes do esforço no ciclismo, é imprescindível buscarmos um fortalecimento inteligente e equilibrado de vários músculos, principalmente da região dos membros inferiores, glúteos, assoalho pélvico, abdominais e costais, afim de que o ciclista possa manter o máximo de eficiência nos movimentos, tanto em altas cadências quanto em momentos de muita força.
Quando estamos pedalando, temos o apoio das mãos, dos glúteos e dos pés em contato com a bike. Porém, todos estes são pontos de aplicação de força e estas forças precisam atuar de forma coordenada e sincronizada durante o exercício, onde os músculos de sustentação e os estabilizadores precisam ter força estática e flexibilidade suficiente para desempenharem sua função com eficiência, liberando assim os músculos do movimento do pedal para que cumpram seu papel com o máximo de capacidade.
Neste ponto, os exercícios de Pilates trazem ao ciclista um benefício muito grande, eliminando aquelas terríveis dores lombares após longos treinos ou longas subidas, facilitando a transferência de força dos braços às pernas na hora de uma arrancada e num sprint, melhorando o posicionamento dos joelhos eliminando desta forma uma série e problemas nos mesmos, como dores patelares e tendinites.
Os exercícios de Pilates fortalecem toda a região pélvica, ajudam a acertar o movimento dos joelhos, minimizando alguns desvios, estabilizam as cinturas pélvica e escapular, fortalecem a região abdominal, além de dar ao atleta um maior controle corporal, possibilitando uma maior integração entre o sistema muscular e nervoso, refinando o movimento.
Um corpo fortalecido pela prática de Pilates trabalhará como um conjunto perfeito, onde cada músculo efetuará seu trabalho, seja ele de movimento ou sustentação, sem causar desequilíbrios que possam comprometer alguma estrutura corporal, e o mais importante, evitando desperdício de forças, tornando o movimento muito mais eficiente, aumentando a performance dos ciclistas nas corridas e treinos.
Experimente o Pilates duas vezes por semana e permita-se ser surpreendido pelos resultados. Mas lembre-se, procure a orientação de um profissional de Educação física e com formação em Pilates, pois este saberá orientar o trabalho para atingir seus objetivos.
Bons treinos, com equilíbrio e força.
Rogério Muller – CREF 805-G/SC.
Especialista em ciência do condicionamento físico individualizado
FONTE: http://revistapilates.com.br/2016/04/20/exercicios-de-pilates-e-a-performance-de-ciclistas/

quarta-feira, 16 de março de 2016

COMO O PILATES PODE AUXILIAR O PORTADOR DE DIABETES?

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O Método Pilates surge como forma de condicionamento físico e reabilitação interessado em proporcionar bem-estar geral e enorme satisfação ao praticante, sendo capaz de proporcionar força, resistência, flexibilidade, melhora da circulação sanguínea, boa postura, aumento da auto-estima, controle motor, respiração com diminuição da ansiedade, consciência e percepção corporal, visando o corpo como um todo.
Os exercícios de Pilates podem melhorar a qualidade de vida do portador de Diabetes. É esperado que com esses exercícios o diabético tenha uma melhor utilização da glicose pelos músculos alongados e consequente diminuição da hiperglicemia. Visto que a doença afeta tendões, circulação e sensibilidade, essa razão pode limitar a flexibilidade e reduzir a funcionalidade do diabético.
Nos diabéticos, o treinamento resistido auxilia na diminuição das taxas de açúcar no sangue e também aumenta a absorção celular de insulina. Mesmo em pessoas com histórico favorável a diabetes (obesas, com pressão alta ou com casos de doenças na família), há redução dos riscos. O ganho de massa muscular resultante do treinamento de força, melhora a absorção da glicose, além do aumento da massa magra e conseqüente controle de peso os quais são benéficos para indivíduos diabéticos. Claro que é necessária uma dieta adequada e uma prática regular nos exercícios.
“HÁBITOS INCORRETOS SÃO RESPONSÁVEIS PELA MAIORIA DE NOSSAS DOENÇAS, SE NÃO POR TODAS ELAS” - Joseph Pilates.
Caroline Vaan Der Laan
Fisioterapeuta
CREFITO – 11/ nº 106717-F
FONTE: www.http://revistapilates.com.br/2016/03/07/como-o-pilates-pode-auxiliar-o-portador-de-diabetes/

terça-feira, 1 de março de 2016

HABITE SEU CORPO DE FORMA CONSCIENTE ATRAVÉS DO PILATES

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Neste instante, esteja você onde estiver, há uma casa com o seu nome. Você é o único proprietário, mas faz tempo que perdeu as chaves. Por isso fica de fora, só vendo a fachada. Não chega a morar nela. Essa casa, teto que abriga suas mais recônditas e reprimidas lembranças é o seu corpo.
“Se as paredes ouvissem…” Na casa que é o seu corpo, elas ouvem. As paredes que tudo ouviram e nada esqueceram são os músculos. Na rigidez, na fraqueza e dores dos músculos das costas, pescoço, diafragma, coração e também do rosto e do sexo está escrita toda sua história, do nascimento até hoje.
Sem perceber, desde os primeiros meses de vida, você reagiu a pressões familiares, sociais, morais. “Ande assim. Não se mexa. Tire a mão daí. Fique quieto…” Atrapalhado, você se dobrou como pôde. Para conformar-se, você se deformou. Seu corpo de verdade, harmonioso, dinâmico e feliz por natureza, foi sendo substituído por um corpo estranho que você aceita com dificuldade, que no fundo você rejeita.
É a idade, diz você, não há outra saída. Respondo-lhe que você pode fazer algo para mudar e que só você pode fazer isso. Não é tarde demais. Nunca é tarde demais para liberar-se da programação do seu passado, para assumir o próprio corpo, para descobrir possibilidades até então inéditas.
Como? O Método Pilates veio para trabalhar o corpo como um todo, mente e corpo unidos para tomar consciência do próprio corpo e ter acesso ao ser inteiro… Através dos seis princípios básicos do Pilates que consistem em: Centro de Força (Powerhouse), Concentração, Controle, Precisão, Respiração e Fluidez de movimento é possível ter um equilíbrio completo.
Você pode no entanto, reencontrar as chaves do seu corpo, tomar posse dele, habitá-lo, e nele encontrar a vitalidade, saúde e autonomia que lhe são próprias.
Pode livrar-se de uma infinidade de males: insônia, prisão de ventre, distúrbios digestivos, fazendo com que trabalhem para você e não contra você. Músculos que você nem sabia onde ficavam.
Pode despertar seus cinco sentidos, aguçar suas percepções, ter e saber projetar uma imagem de si mesmo que o satisfaça e que lhe mereça respeito.
Pode afirmar sua individualidade, reencontrar sua capacidade de iniciativa, a confiança em si mesmo.
Pode aumentar sua capacidade intelectual melhorando antes de tudo os impulsos nervosos entre cérebro e músculos.
Desaprendendo os maus hábitos, que te levam a deformar certos músculos; romper automatismos do seu corpo e descobrir a eficácia e espontaneidade.
Pode tornar-se um atleta que, a qualquer momento e em qualquer movimento que faça, conta com equilíbrio, força, com a graça do próprio corpo.
Em qualquer idade, você pode livrar-se das pressões que cercaram sua vida interior e seu comportamento corporal, conseguindo perceber o ser belo, bem feito, autêntico, que você é!
Sugestão de leitura:
  • Corpo tem suas Razões – Therese Bertherat & Carol Bernstein; Editora Martins Fontes; São Paulo; 2010.
  • O Autêntico Método Pilates-  A arte do Controle; Esperanza Aparicio &  Javier Pérez; Planeta; 2005.
Caroline Gonzales
Fisioterapeuta (CREFITO 106717-F), Especialista em Terapias Manuais, Especialista em Pilates há oito anos.
FONTE: http://revistapilates.com.br/2016/02/26/habite-seu-corpo-de-forma-consciente-atraves-do-pilates/

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

EVITE DESGASTES ARTICULARES CUIDANDO DA POSTURA

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Uma musculatura abdominal fraca pode facilitar o desenvolvimento de alterações na coluna vertebral e vícios posturais, que podem interferir na biomecânica da coluna vertebral, muitas vezes comprometendo a independência funcional do indivíduo e a qualidade de vida.
Os vícios posturais podem levar a encurtamentos musculares, dores, espasmos e tensões nos ligamentos e nas articulações, além de compressão nervosa e uma série de outros problemas. As posições desalinhadas que adotamos podem parecer inofensivas, mas, são esses hábitos que prejudicam a postura e nos causam problemas articulares. Os cuidados com o alinhamento postural contribuem para uma melhor qualidade de vida, evitando processos de desgastes articulares, dores, inflamações e disfunções biomecânicas.
O Pilates entra como um ótimo recurso para eliminar e tratar as alterações posturais e desgastes causados por vícios posturais por trabalhar o alongamento e alinhamento corporal, além de trabalhar coordenação motora e aliviar dores causadas pela má postura.
O método possibilita vários benefícios ao praticante, desde o aprimoramento da resistência à fadiga ao alinhamento corporal, através de exercícios de fortalecimento muscular que exigem concentração e atenção do praticante, priorizando o trabalho constante da musculatura abdominal.
Em poucas aulas já podemos observar uma melhora e correção da postura e alongamento da musculatura, desenvolvendo uma maior flexibilidade e estabilidade corporal necessária para uma vida mais longa e saudável. Visamos também o fortalecimento e o trabalho corporal global, associando em cada movimento o máximo possível de grupos musculares, trabalhando o corpo como um todo.
Os resultados da prática dos exercícios de Pilates individualizados, com instrutores devidamente capacitados, uma boa avaliação e escolha dos exercícios adequados tem se mostrado cada vez mais animadores, tornando o método um eficiente recurso para reabilitação, treinamento, prevenção e o retorno à prática de uma atividade física.
Karine Blanco
Fisioterapeuta 149702F (crefito7)
FONTE: http://revistapilates.com.br/2016/02/15/evite-desgastes-articulares-cuidando-da-postura/

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

FIBROMIALGIA E ATIVIDADE FÍSICA

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Um estudo realizado, no qual foi monitorado o nível de atividade física de indivíduos com FIBROMIALGIA (FM), observou-se que os mesmos apresentaram níveis reduzidos de atividade física quando comparados com indivíduos saudáveis. Esse fato pode ser explicado por duas possíveis hipóteses: presença de dor ou tentativa de evitar o agravamento dos sintomas da FM, ou seja, medo de se exercitar, tornando o indivíduo cada vez mais inativo (Kop et al., 2005).
A maioria dos pacientes FM sentem-se cansados e indispostos, como resultado da interrupção do sono profundo por rajadas de atividade cerebral. Por conseguinte, estes doentes podem ter dificuldade em cumprir os exercícios aeróbicos padrão (Hamilton et al., 2008). Assim, o exercício utilizando o método Pilates, poderia ser sugerido para pessoas com FM, porque se concentra em contrações isométricas e causa menos fadiga do que exercícios aeróbicos.
Pessoas com FM têm assimetria muscular e posturas antálgicas (Mitani et al., 2006). Jones, Horak, Winters, Morea, and Bennett (2009) demonstraram que a FM pode afetar mecanismos periféricos ou centrais de controle postural, levando ao equilíbrio significativamente prejudicado.
O exercício utilizando o método Pilates pode melhorar a postura prejudicada e o equilíbrio em pacientes com FM, porque as técnicas desta metodologia visam corrigir a postura corporal treinando o sistema muscular como um todo. Mais especificamente, o conceito do método Pilates está no centro do corpo, nos músculos profundos, em proximidade da coluna vertebral, formando uma grande estrutura musculoesquelética na parte superior do corpo, e uma equilibrada musculatura abdominal (Muscolino & Cipriani, 2004a, 2004b).
Embora o exercício utilizando o método Pilates seja geralmente adotado no treinamento para pessoas saudáveis como parte de programas fitness em geral, tem sido sugerido como uma modalidade terapêutica para várias desordens musculoesqueléticas (Blum, 2002; Levine, Kaplanek, Scafura, & Jaffe, 2006). Em vários estudos (Donzelli, Di Domenica, Cova, Galletti, & Giunta, 2006; La Touche et al., 2008) resultados positivos foram relatados na dor lombar crônica, de pacientes que se inscreveram em programas de treinamento do método Pilates.
Os resultados positivos foram atribuídos à formação específica aplicada para o centro de força ou “Power house” (abdome e costas), resultante aumento da capacidade de resistência da coluna vertebral e melhoria da mobilidade nas articulações. Todos os pesquisadores que estudam a clínica dos efeitos do método Pilates concordaram que pesquisas adicionais sobre o assunto se fazem necessárias.
Thais Delfino
Fisioterapeuta
Mestre em Ciências do Desporto na Avaliação e prescrição de atividade física para grupos especiais e dor
Especialista em Treinamento Funcional
FONTE: http://revistapilates.com.br/2016/01/04/fibromialgia-e-atividade-fisica/

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

PILATES E A LESÃO LABRAL

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Atualmente, as dores no quadril são uma das maiores queixas dos praticantes do método Pilates. Uma das principais patologias dessa região é a lesão de labrum.
O labrumacetabular é uma estrutura fibrocartilaginosa que reveste o acetábulo, parte interna do quadril, onde o fêmur se encaixa. As funções do labrum são: aumentar a área de contato, aumentar a congruência articular e auxiliar na dissipação de forças em atividade de impacto.
Os mecanismos de lesão do labrum costumam ocorrer com extensão e rotação externa excessiva no esporte, como futebol, artes marciais e balé; o valgo dinâmico – flexão com rotação interna e adução ou insuficiência do músculo iliopsoas.
Com a lesão labral, ocorre um maior desgaste articular (artrose) e instabilidade no quadril, pois a distribuição das forças ocorre de maneira desigual, como na figura abaixo.
Como é de ciência, a prática do método Pilates possui vários benefícios, no entanto, deve ser observado o uso irrestrito e sem cautela em patologias como esta, pois, existem cuidados a serem respeitados.
Portanto, alguns movimentos do método Pilates tradicional devem ser evitados no caso da lesão labral, como: rotação externa com abdução e flexão do quadril; adução com rotação interna de quadril e movimentos em cadeia cinética aberta e em grandes amplitudes. Exemplo: plié, frog, legcircle, rocking, leglowers, sidestepdown, sidepump, entre outros.
Segue abaixo sugestões do plano de tratamento utilizando o método Pilates:
- Músculos que precisam ser fortalecidos: quadrado lombar, transverso do abdome, multífidos lombares, oblíquo interno e externo, rotadores externos e abdutores do quadril;
- Cuidar com exercícios livres para iliopsoas e glúteo máximo;
- Utilizar técnicas ou recursos terapêuticos associados ao Método Pilates como: terapia manual, bandagens, eletroterapia, entre outros;
- Terapia manual para liberação de iliopsoas e ganho de amplitude com o uso do cinto de Mulligan;
- Estimulação de glúteo máximo com resistência da faixa elástica, liberando iliopsoas;
- Fortalecimento do CORE, mantendo a coluna neutra e o iliopsoas liberado;
- Fortalecimento do CORE em isometria;
- Ostra – Pilates clínico para fortalecer glúteo médio.
Fique atento a alguns sintomas dessa patologia e descubra alguns testes para a identificação dela na próxima postagem.
Tarcila Dal Pont
Fisioterapeuta CREFITO 99410
FONTE: http://revistapilates.com.br/2015/12/14/pilates-e-a-lesao-labral/

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

PILATES NO ALÍVIO DO ESTRESSE

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A vida constantemente nos apresenta mudanças e desafios que promovem o nosso crescimento pessoal, profissional e espiritual. Cada indivíduo responde e se adapta de maneira particular a essas situações, porém, quando perde a capacidade de criar, se adaptar, responder e agir começa a experimentar o estresse.
O estresse é o estado de alerta em que o organismo entra ao se deparar com algo que requeira mais esforço ou concentração.
O estresse constante provoca um aumento acima do normal da produção do cortisol. Este hormônio é chamado hormônio do ESTRESSE. Ele deve ser produzido de forma dosada, para que estabeleça um funcionamento adequado do nosso organismo. Quando estes níveis estão desregulados, pode levar a depressão.
O mecanismo funciona assim: no início do estresse, a adrenal aumenta a produção de cortisol, mas com a permanência do estímulo a própria glândula se dessensibiliza e a produção de cortisol desequilibra. O corpo percebe isso como se não pudesse mais descansar. Para ele, é como se não houvesse mais diferença entre dia e noite e o estado de alerta fosse constante. Com a persistência do quadro, surgem os problemas mais graves: insônia, depressão, obesidade, fibromialgia, fadiga crônica, aumento do risco de enfartes, AVC, trombose e uma considerável baixa de imunidade.
Para diminuir o nível de estresse e melhorar a saúde física e emocional é necessária uma mudança.
Para quem busca qualidade de vida sabe que uma das primeiras coisas que se tem a fazer é afastar o sedentarismo da rotina. É aí que muitas pessoas começam a se sentirem obrigadas por não gostarem de academias, ou por não terem muito tempo para se exercitar.
A boa notícia é que é possível cuidar do corpo (e mente) reservando apenas uma hora do dia, de duas a três vezes por semana. Essa é a frequência exigida, por exemplo, para a prática do Pilates, atividade que promove o trabalho das capacidades físicas como: equilíbrio, força, resistência e coordenação, além de melhorar a postura e relaxar o corpo de forma global.
As aulas de Pilates são realizadas de maneira consciente e completa. Sabe-se que a respiração lenta e profunda reduz significativamente os níveis de cortisol no sangue ao longo do tempo. Como vimos, o nível de cortisol elevado é responsável pelos estados negativos, como a depressão, por exemplo.  Já níveis baixos de cortisol estão relacionados à sensação de bem estar.
Por esse motivo, terminamos uma aula de Pilates sentindo o corpo trabalhado, energizado e com uma grande sensação de bem-estar.
Outro componente para a redução do estresse é a concentração, que garante a execução dos movimentos conscientes e corretos. Ao concentrar-se em sim mesmo, no próprio corpo, elimina-se a tendência de distração durante as aulas. Aprender a mover-se sem tensão, usando apenas os músculos necessários para a realização de um determinado movimento. O relaxamento consciente e seletivo proporciona maior economia de movimentos, facilita a fluidez, o controle e a precisão de movimentos.
A melhor notícia é que exercitar-se desta forma traz benefícios à saúde do corpo e da mente, não apenas durante a aula de Pilates, mas em longo prazo também. Esse auto aprendizado é levado para todas as situações cotidianas, nos ajudando a reconhecer os estados físicos e mentais e, consequentemente, nos dando condições físicas e emocionais de agir de forma mais saudável em todas as áreas da nossa vida.
Aquietar a mente, desenvolver equilibradamente o corpo, reconhecendo o próprio limite, nos aproxima de nós mesmos. Era isso que Joseph Pilates almejava com seu método: a saúde integral.
Qualquer pessoa pode fazer Pilates. O método respeita o condicionamento físico de cada aluno, podendo se adaptar a iniciantes, intermediários e avançados.
Experimente você também!
Aline Vieira da Rocha Guimarães
Fisioterapeuta – CREFITO 10063-F


FONTE: http://revistapilates.com.br/2015/11/10/pilates-no-alivio-do-estresse/